Chocolate: Nem tudo é o que parece ser
Data de Publicação: 20 de março de 2026
Você percebeu que os rótulos dos chocolates mudaram recentemente? No cenário atual de alta nos preços do cacau, muitas marcas alteraram em seus rótulos a denominação de “chocolate” para “sabor chocolate”. Isto se dá em virtude de não estarem atingindo a porcentagem mínima de 25% de cacau na composição do chocolate.
Atrelado a isso, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) um projeto que define as quantidades mínimas de cacau na produção de chocolates. O objetivo é valorizar o cacau nacional e regulamentar a forma como as informações devem constar na embalagem do produto.
Com a nova resolução, os chocolates deverão respeitar um percentual mínimo de cacau em suas composições:
Chocolate em pó: 32% de sólidos totais de cacau;
Chocolate intenso: 35% de sólidos totais de cacau, dos quais ao menos 18% devem ser de manteiga e 14%, isentos de gordura;
Chocolate ao leite: 25% de sólidos totais de cacau e mínimo de 14% de sólidos totais de leite ou seus derivados;
Chocolate branco: 20% de manteiga de cacau e o mínimo de 14% de sólidos totais de leite;
Além disso, os termos “amargo” e “meio amargo” serão extintos destes produtos. O texto do projeto, que havia sido aprovado em abril do ano passado, sofreu algumas alterações e agora retorna para o Senado. Caso aprovado novamente, as regras passarão a valer um ano após a sanção da Presidência.
E vale lembrar: chocolate é pura química! Ele se trata de uma complexa mistura que contém mais de 300 substâncias químicas nele, principalmente minerais, como, potássio, cloro, fósforo, cálcio, sódio, magnésio, ferro, cobre e zinco e vitaminas (A, B1, B2, B3 e E). Além disso, o chocolate contém em sua composição a Feniletilamina, substância responsável pela sensação de bem-estar, Ácido oxálico e a cafeína.
Fonte: G1
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